segunda-feira, 19 de outubro de 2009
domingo, 30 de agosto de 2009
como não te amava
Viver é um exercício rotineiro. Chega a ser cansativo. Mas, a maioria das pessoas não desistem de viver. As que o fazem, são as mais sãs, os loucos; insistem nessa odisséia desvairada que é a vida. Entretanto, a própria vida se diverte observando mínimos instantes de prazer e sucesso . E ri descontroladamente da ínfima alegria , pois sabe o quanto é passageiro aquele instante de felicidade. Viver é mais que nascer, muito mais. Quando nascemos estamos numa contagem progressiva para o fim, diária, morrer é a única certeza que a vida nos oferece ao nascermos. Nascer dói. Viver dói. Inquieta vida. Movimenta-se antes da existência, inquieta-se e incomoda , salta aos olhos, manifesta-se antes de ver a luz.
Aquela era assim, viva. Cresceu sob a tutela do zelo familiar. Teve deles a educação necessária para molda-lhe o gênio e impetuosidade. Quinze anos. Necessários quinze anos para reivindicar a sua vida independente. Partiu dali como quem não mais voltaria. Ele foi o motivo. Sentiu algo diferente dentro de si, como não sabia o que era, chamou de amor. Amor. Como saberia definir aquele estranho sentimento que mexia dentro de si, inquietava. Ele, não sei se sabia. Era sempre assim, manipulador, arrogante. Dezenove anos de mundo, não tinha eira nem beira. A rua , seu único destino. Filho do mundo, da cor do mundo. Moreno mundo, mediano mundo, talvez pequeno. Sorriso de piano, olhos de gelo e fogo, queima e paralisa. Uma voz suave desconcertava toda má educação.
Opostos. Extremo oposto. Tudo era destoante. Juntos não seriam jamais um. Mas foram. Teimosamente foram ser um. Não cabia ali, naquele momento questionar o desejo, problematizar o depois. Por quê? Eu vi que a vida ria. Havia ali alegria quase inocente. Porque ser alegre é não ser inocente. Mas ali era. Eles eram, pois acreditavam que o mundo era ser dois em um. Apenas não sabiam o que ela iria lhes dizer um dia, que a unificação é superior ao carnal, é de idéias, é espiritual. Ela, Ela sempre programa tudo e ri, desvairadamente, quando percebe que há erros, pois sabe que em seguida há sofrimento.
Um dia, ao rebentar da aurora, olhando para ele perguntou o que fariam, pois havia fome, sede, sono, havia falta de tudo. A resposta foi rápida e apontando-lhe o mundo mostrou-lhe a saída. Liberdade custa caro.
Sem demora aquela foi. E contemplou o tudo pelo nada que tinha, e viu o mundo. Não era dois, agora era um, ou melhor, uma. Sozinha e sem nada. Tudo que tinha era nada, pois aquela mesma era nada. Nada do que sonhou, do que pensou, do que sentiu ao sair. Ficou um instante percebendo como nada é tudo. Do nada somos formados e todas as coisas também. Foi daí que ela percebeu que o nada que era nela. Eram também as outras coisas. De ninguém. Era.
E resolveu procurar acolhimento. Procurar abrigo. Encontrou depois de muito procurar. Achou quem lhe desse o do dia sem a noite pelo suor do corpo todo. Ficou. Nesse momento eu vi que ela não mais ria, apenas via e observava tudo , séria. Sei que percebia como a outra se virava com ela. Fazia agora, aquela, a vida e, não a vida fazia ela.
Não pensava em nada. Não via ninguém. Apenas sentia como deveria sentir a vida que lhe dava; fome, dor, angustia, ansiedade, cansaço, saudade e por um instante pensou em chorar e viu uma lágrima fugir de dentro. Eu via. Ela não ria mais. Como eu, observava.
II
Sofrer é o preço dela. Ele não queria saber. Vivia. E se ria sem saber que ela via. Ele nem se importava com nada. Bebia. Comia. Dançava. Ia à praia. Espiava que tudo existia ao seu redor. Havia muitas mulheres. Todas riam. Às vezes ele me procurava e não sabia que o fazia. Eu sempre perto. Às vezes eu sabia que ele me via e não temia. Preferia as outras. Deitavam-se e riam. Num gozo sem gosto explodiam e um por um instante faziam da vida sua aliada incondicional. Todos riam. Eles e ela que me via na socapa, a soslaio. Sempre fui paciente. Me acusam irresponsavelmente de fria. Enganam-se. Todos e tudo estão enganados.
Era noite e ela voltava, exausta não via que ele não se importava. Não a via e não sentia a falta. O dia inteiro e aquela exausta. Ele não era um. Só dois. Aos poucos percebia que tudo estava sendo do jeito que não sabia. Mas, sentia dor, raiva, ciúme, sofrer é viver. Lutava por isso e sabia que um dia conseguiria seus sonhos. Mesmo sem saber o que eles eram , não mais nomeava os sonhos porque agora só queria que eles fossem da cor de uma casa com sala e quarto amplos e limpos, um banheiro. Não tinha. Estavam sendo dois nos fundos de um sobrado velho com ratos. Como dormiriam naquele chão? Papelão. Ainda há um telhado, parede, pão e água pra quem tem fome e sede. Eram dois. Por algum tempo...
De repente... Um. Aquela sentia que era um, ela via que era um agora, são. Por um momento via estrelas e respirou nuvens. Subiu nas ondas. Pisou o infinito. Um. Apenas. Eu vi que ela via. E, depois de tudo, ela ria e como ria. Naquele riso dizia pra mim o quanto ela era cruel e pior, ninguém sabia. Eu via. Ninguém sabia. Naquele riso ela me dizia como ela agia, mostrava que todo o dia daquela valeu a pena. Era compensação da dor. No outro dia, aquela iria fazer tudo de novo. Verter sangue transparente em gotas para ter de novo o momento de pisar o poder. O poder de ser um no outro. O momento exato de pode ser no outro. Por isso, ria desconcertadamente que doía. O grito da gargalhada debochada dela que naquele som dizia o que era. Como agia. De nada adianta ser alguém com nome e endereço grande. Ela só muda a estratégia, mas para todos é uma só. Mal. Cruel. Oferece tudo a todos. Proporciona e espia. Todos vão em busca de conquista-la. Lutam, brigam, defende-a com todo força. Depois... Depois ela toma. Devora, Mutila sem piedade. Arranca o riso, o brilho dos dentes, o foco dos olhos. Só ela consegue te levar ao desespero, a agonia da paixão. Aos momentos torturantes para existir. Só ela prende na cama, pela dor ou por amor. Não tem piedade. Não conhece ninguém. Sabe que é única em todos e para todos. A vaidade é maior que ela e cada vez que ser onipresente. Está em tudo e todos clamam e comemoram ela. Tolos. Ela sempre zomba de todos. Tolos.
III
Aquela que não era mais um, ao raiar do dia, saía. Havia falta de tudo de novo. Ele dormia. Não via a falta. Não via nem a falta dele, que não era. Nem existia. Não tinha nome, não sabia de onde vinha e porque vinha. Então, ficava ali esperando o outro, a outra, as coisas que faziam ele sentir. Quando tinha raiva de esperar, brigava , xingava, batia naquela. Realmente eram dois distantes e distintos. Tudo. Não falavam a mesma palavra. Nem isso tinha. Contudo, aquela cansou de ser um para os dois e achou que se fosse mais outro mudaria tudo. Ela sabia que era procriar miséria. Fiar infortúnio no mundo. Mas, espiava, somente. Tive receio, esperei. Sem saber, sem ter o que ser foi buscando ser outro. Pensou que poderia mudar ele, talvez ele pudesse ficar sendo um para ver o outro crescer com ela. Nessa idéia tresloucada, desespero. A falta de informação e razão se fez presente naquela que sentia o medo de ser dois. Querendo ser um criou o terceiro. Feliz. Pensou que ela a contemplaria, via que ela estava em toda parte a toda sorte. Encantava-se por perceber que ela era a única coisa que existia nela. Sonhava em vê-la crescer e incomodar antes de ver a luz.
Foi quando eu vi que ele enlouquecia, odiava, chorava, urrando de dor e desespero não queria ser outro. Isso foi o começo. Dia após dia, dizia que não seria no outro. Aquela chorava e sofria enquanto ela se ria sem parar. Não dava mais. Cansei de espiar, peguei aquela pela mão, mostrei-me sem cor, sem roupa, apresentei-lhe o sossego, a calma e foi eterno. Aquela não foi mais um, nem dois e nem o outro... Tirei-lhe ela e dei-lhe o sono. Agora aquela é um. Para sempre. Sem riso. Sem dor. Sem pranto. Libertei. Agora tudo.
Aquela era assim, viva. Cresceu sob a tutela do zelo familiar. Teve deles a educação necessária para molda-lhe o gênio e impetuosidade. Quinze anos. Necessários quinze anos para reivindicar a sua vida independente. Partiu dali como quem não mais voltaria. Ele foi o motivo. Sentiu algo diferente dentro de si, como não sabia o que era, chamou de amor. Amor. Como saberia definir aquele estranho sentimento que mexia dentro de si, inquietava. Ele, não sei se sabia. Era sempre assim, manipulador, arrogante. Dezenove anos de mundo, não tinha eira nem beira. A rua , seu único destino. Filho do mundo, da cor do mundo. Moreno mundo, mediano mundo, talvez pequeno. Sorriso de piano, olhos de gelo e fogo, queima e paralisa. Uma voz suave desconcertava toda má educação.
Opostos. Extremo oposto. Tudo era destoante. Juntos não seriam jamais um. Mas foram. Teimosamente foram ser um. Não cabia ali, naquele momento questionar o desejo, problematizar o depois. Por quê? Eu vi que a vida ria. Havia ali alegria quase inocente. Porque ser alegre é não ser inocente. Mas ali era. Eles eram, pois acreditavam que o mundo era ser dois em um. Apenas não sabiam o que ela iria lhes dizer um dia, que a unificação é superior ao carnal, é de idéias, é espiritual. Ela, Ela sempre programa tudo e ri, desvairadamente, quando percebe que há erros, pois sabe que em seguida há sofrimento.
Um dia, ao rebentar da aurora, olhando para ele perguntou o que fariam, pois havia fome, sede, sono, havia falta de tudo. A resposta foi rápida e apontando-lhe o mundo mostrou-lhe a saída. Liberdade custa caro.
Sem demora aquela foi. E contemplou o tudo pelo nada que tinha, e viu o mundo. Não era dois, agora era um, ou melhor, uma. Sozinha e sem nada. Tudo que tinha era nada, pois aquela mesma era nada. Nada do que sonhou, do que pensou, do que sentiu ao sair. Ficou um instante percebendo como nada é tudo. Do nada somos formados e todas as coisas também. Foi daí que ela percebeu que o nada que era nela. Eram também as outras coisas. De ninguém. Era.
E resolveu procurar acolhimento. Procurar abrigo. Encontrou depois de muito procurar. Achou quem lhe desse o do dia sem a noite pelo suor do corpo todo. Ficou. Nesse momento eu vi que ela não mais ria, apenas via e observava tudo , séria. Sei que percebia como a outra se virava com ela. Fazia agora, aquela, a vida e, não a vida fazia ela.
Não pensava em nada. Não via ninguém. Apenas sentia como deveria sentir a vida que lhe dava; fome, dor, angustia, ansiedade, cansaço, saudade e por um instante pensou em chorar e viu uma lágrima fugir de dentro. Eu via. Ela não ria mais. Como eu, observava.
II
Sofrer é o preço dela. Ele não queria saber. Vivia. E se ria sem saber que ela via. Ele nem se importava com nada. Bebia. Comia. Dançava. Ia à praia. Espiava que tudo existia ao seu redor. Havia muitas mulheres. Todas riam. Às vezes ele me procurava e não sabia que o fazia. Eu sempre perto. Às vezes eu sabia que ele me via e não temia. Preferia as outras. Deitavam-se e riam. Num gozo sem gosto explodiam e um por um instante faziam da vida sua aliada incondicional. Todos riam. Eles e ela que me via na socapa, a soslaio. Sempre fui paciente. Me acusam irresponsavelmente de fria. Enganam-se. Todos e tudo estão enganados.
Era noite e ela voltava, exausta não via que ele não se importava. Não a via e não sentia a falta. O dia inteiro e aquela exausta. Ele não era um. Só dois. Aos poucos percebia que tudo estava sendo do jeito que não sabia. Mas, sentia dor, raiva, ciúme, sofrer é viver. Lutava por isso e sabia que um dia conseguiria seus sonhos. Mesmo sem saber o que eles eram , não mais nomeava os sonhos porque agora só queria que eles fossem da cor de uma casa com sala e quarto amplos e limpos, um banheiro. Não tinha. Estavam sendo dois nos fundos de um sobrado velho com ratos. Como dormiriam naquele chão? Papelão. Ainda há um telhado, parede, pão e água pra quem tem fome e sede. Eram dois. Por algum tempo...
De repente... Um. Aquela sentia que era um, ela via que era um agora, são. Por um momento via estrelas e respirou nuvens. Subiu nas ondas. Pisou o infinito. Um. Apenas. Eu vi que ela via. E, depois de tudo, ela ria e como ria. Naquele riso dizia pra mim o quanto ela era cruel e pior, ninguém sabia. Eu via. Ninguém sabia. Naquele riso ela me dizia como ela agia, mostrava que todo o dia daquela valeu a pena. Era compensação da dor. No outro dia, aquela iria fazer tudo de novo. Verter sangue transparente em gotas para ter de novo o momento de pisar o poder. O poder de ser um no outro. O momento exato de pode ser no outro. Por isso, ria desconcertadamente que doía. O grito da gargalhada debochada dela que naquele som dizia o que era. Como agia. De nada adianta ser alguém com nome e endereço grande. Ela só muda a estratégia, mas para todos é uma só. Mal. Cruel. Oferece tudo a todos. Proporciona e espia. Todos vão em busca de conquista-la. Lutam, brigam, defende-a com todo força. Depois... Depois ela toma. Devora, Mutila sem piedade. Arranca o riso, o brilho dos dentes, o foco dos olhos. Só ela consegue te levar ao desespero, a agonia da paixão. Aos momentos torturantes para existir. Só ela prende na cama, pela dor ou por amor. Não tem piedade. Não conhece ninguém. Sabe que é única em todos e para todos. A vaidade é maior que ela e cada vez que ser onipresente. Está em tudo e todos clamam e comemoram ela. Tolos. Ela sempre zomba de todos. Tolos.
III
Aquela que não era mais um, ao raiar do dia, saía. Havia falta de tudo de novo. Ele dormia. Não via a falta. Não via nem a falta dele, que não era. Nem existia. Não tinha nome, não sabia de onde vinha e porque vinha. Então, ficava ali esperando o outro, a outra, as coisas que faziam ele sentir. Quando tinha raiva de esperar, brigava , xingava, batia naquela. Realmente eram dois distantes e distintos. Tudo. Não falavam a mesma palavra. Nem isso tinha. Contudo, aquela cansou de ser um para os dois e achou que se fosse mais outro mudaria tudo. Ela sabia que era procriar miséria. Fiar infortúnio no mundo. Mas, espiava, somente. Tive receio, esperei. Sem saber, sem ter o que ser foi buscando ser outro. Pensou que poderia mudar ele, talvez ele pudesse ficar sendo um para ver o outro crescer com ela. Nessa idéia tresloucada, desespero. A falta de informação e razão se fez presente naquela que sentia o medo de ser dois. Querendo ser um criou o terceiro. Feliz. Pensou que ela a contemplaria, via que ela estava em toda parte a toda sorte. Encantava-se por perceber que ela era a única coisa que existia nela. Sonhava em vê-la crescer e incomodar antes de ver a luz.
Foi quando eu vi que ele enlouquecia, odiava, chorava, urrando de dor e desespero não queria ser outro. Isso foi o começo. Dia após dia, dizia que não seria no outro. Aquela chorava e sofria enquanto ela se ria sem parar. Não dava mais. Cansei de espiar, peguei aquela pela mão, mostrei-me sem cor, sem roupa, apresentei-lhe o sossego, a calma e foi eterno. Aquela não foi mais um, nem dois e nem o outro... Tirei-lhe ela e dei-lhe o sono. Agora aquela é um. Para sempre. Sem riso. Sem dor. Sem pranto. Libertei. Agora tudo.
A (in) definição do ser...
Sou. E não sei se isso basta. Tento me definir sendo no outro...
Acuso e excuso o que no outro me revela, me afasta
Sendo em mim não sou nada , além de um vazio que incomoda, nao cala.
Sendo prisioneiro de mim tento me libertar no outro e me aprisiono a uma indefinição de certezas absurdas, ilógicas... no medo , percebo que fui tola!
Quem acredita que sendo no outro ja se basta
nunca foi... não é nada...
Sou vazio na imensidão do meu ser
perdida
procuro
nao acho
escuro de mim
cheia de mim
sendo so eu
nao fui....
sou nada!
Acuso e excuso o que no outro me revela, me afasta
Sendo em mim não sou nada , além de um vazio que incomoda, nao cala.
Sendo prisioneiro de mim tento me libertar no outro e me aprisiono a uma indefinição de certezas absurdas, ilógicas... no medo , percebo que fui tola!
Quem acredita que sendo no outro ja se basta
nunca foi... não é nada...
Sou vazio na imensidão do meu ser
perdida
procuro
nao acho
escuro de mim
cheia de mim
sendo so eu
nao fui....
sou nada!
segunda-feira, 13 de julho de 2009
As vezes ... olhei e não vi
Você já pensou que as vezes olhamos para a mesma coisa por muito tempo e não a enxergamos? Doido isso?! É nada!!! é mais comum do que se possa pensar! Há uma diferença significativa entre ver e olhar... enxergar... As vezes a gente só olha... e pronto! Não vê. Olha no espelho e não vê o quanto somos e o que somos, essencial , partícula de uma imensidão de seres tão igualzinhos e ao mesmo tempo singularmente diferentes. Somos assim, algo que não se limita.
E nessa plenitude de nossa existência ilimitada nos assustamos com a única certeza da vida: a morte. Estamos diariamente caminhando para ela... Alguns a passos lentos... outros em uma velocidade desesperada... Há ainda os que acham que estão vivendo em intensidade, na realidade só buscam a morte! Mas, é assim mesmo. É que o ocidente convencionou chamar de vida.
Nessa hora, aquela que a gente olha e não vê, o outro olho as vezes enxerga. Aquilo que escondemos por trás do sentimento disfarçado ... do sorriso amarelado... da ideia camutenga de felicidade... Mas isso também é só as vezes. Precisa ter o olhar treinado pra ver lá dentro o que do lado de fora já se mostra. E a gente achando que esconde! Esconde nada! Basta um olhinho mais apurado e pronto: danosse! Tudo o que eu não disse tá dito! Tá visto! Exposto! Que nem manequim de boutique, todo mundo olha.... Só alguns veem... outros, muito poucos podem o levar pra casa.
Eu vi quando você virou o olho pra não mostrar....
Meu olhar tava apurado... treinado...
Eu vi.
Você tentou esconder... mas eu vi! Você me olhando à soslaio, à deriva... Revelando o enigma de tentar me entender. Percebi o exacto momento da pergunta: Por quê? Por quê? Por quê não sou eu dela? Por quê não sou eu que revelo o que a face desvela...
As vezes a gente sente tão forte que não dá pra encarar... pra olhar...melhor tentar esconder da gente mesmo. Pra não explodir... pra não desmentir a cara dura , onde na verdade a vontade de ir lá e dizer: " era isso mesmo! Só queria você ,nem que fosse por um instante... aquele... Sentir se isso é assim mesmo: indizível!"
Vulcão em erupção ....
Eu vi você explodindo por dentro.
Seu olhar escondeu
mas o meu...
treinado ...
viu o seu se esconder do meu...
E nessa plenitude de nossa existência ilimitada nos assustamos com a única certeza da vida: a morte. Estamos diariamente caminhando para ela... Alguns a passos lentos... outros em uma velocidade desesperada... Há ainda os que acham que estão vivendo em intensidade, na realidade só buscam a morte! Mas, é assim mesmo. É que o ocidente convencionou chamar de vida.
Nessa hora, aquela que a gente olha e não vê, o outro olho as vezes enxerga. Aquilo que escondemos por trás do sentimento disfarçado ... do sorriso amarelado... da ideia camutenga de felicidade... Mas isso também é só as vezes. Precisa ter o olhar treinado pra ver lá dentro o que do lado de fora já se mostra. E a gente achando que esconde! Esconde nada! Basta um olhinho mais apurado e pronto: danosse! Tudo o que eu não disse tá dito! Tá visto! Exposto! Que nem manequim de boutique, todo mundo olha.... Só alguns veem... outros, muito poucos podem o levar pra casa.
Eu vi quando você virou o olho pra não mostrar....
Meu olhar tava apurado... treinado...
Eu vi.
Você tentou esconder... mas eu vi! Você me olhando à soslaio, à deriva... Revelando o enigma de tentar me entender. Percebi o exacto momento da pergunta: Por quê? Por quê? Por quê não sou eu dela? Por quê não sou eu que revelo o que a face desvela...
As vezes a gente sente tão forte que não dá pra encarar... pra olhar...melhor tentar esconder da gente mesmo. Pra não explodir... pra não desmentir a cara dura , onde na verdade a vontade de ir lá e dizer: " era isso mesmo! Só queria você ,nem que fosse por um instante... aquele... Sentir se isso é assim mesmo: indizível!"
Vulcão em erupção ....
Eu vi você explodindo por dentro.
Seu olhar escondeu
mas o meu...
treinado ...
viu o seu se esconder do meu...
domingo, 12 de julho de 2009
VELHA VIDA NOVA...
olá!
Estarei casando no próximo dia 22/07, no civil. Sensação estranha, de repente, não mais que de repente ... documento diferente. Estado diferente: casada! Já o era na prática , mas oficilamente , é diferente.
Mesmo sem querer me pego pensando como será depois dessa data? Vou acordar diferente? Percebam que é esta palavra que me incomoda: DIFERENTE! Mesmo sabendo que a mudança é uma característica inata ao ser humano, eu tenho medo de me ver diferente. Não sou eu quem vejo a mudança... São os outros olhos! O olhar alheio: inquisidor, supervisionando, indagando, estupefado, curioso! Sempre são eles que nos incomodam.
Bem, mas o lance aqui é o casamento! Não vamos fazer festa. Decisão baseada nos critérios da classe menos favorecida... vamos viajar. A princípio, íamos ao Rio. Feito as contas: dias, passagens, hospedagem, alimentação, passeios, lembrancinhas, fotos e o raio da silibrina... Decidimos, vamos ao Rio... Grande do Norte. Paradisíaco, praias lindas de conceito internacional, aproveitando o slogan da campanha Federal " O Brasil conhece o Brasil"! Ops! Mas, o Rio ( de Janeiro) ainda é Brasil!
Você, inadvertidamente, poderá até dizer que ir à praia no inverno, sem chances! OH!!!!! Estamos em lua de mel!!!! Nada melhor do que o frio né?! Se bem que pra essas questões nunca há pretexto, a não ser a conviniência do momento. Sexo é esporte/amor é sorte - Rita Lee - que bom que é assim né?!
Estarei casando no próximo dia 22/07, no civil. Sensação estranha, de repente, não mais que de repente ... documento diferente. Estado diferente: casada! Já o era na prática , mas oficilamente , é diferente.
Mesmo sem querer me pego pensando como será depois dessa data? Vou acordar diferente? Percebam que é esta palavra que me incomoda: DIFERENTE! Mesmo sabendo que a mudança é uma característica inata ao ser humano, eu tenho medo de me ver diferente. Não sou eu quem vejo a mudança... São os outros olhos! O olhar alheio: inquisidor, supervisionando, indagando, estupefado, curioso! Sempre são eles que nos incomodam.
Bem, mas o lance aqui é o casamento! Não vamos fazer festa. Decisão baseada nos critérios da classe menos favorecida... vamos viajar. A princípio, íamos ao Rio. Feito as contas: dias, passagens, hospedagem, alimentação, passeios, lembrancinhas, fotos e o raio da silibrina... Decidimos, vamos ao Rio... Grande do Norte. Paradisíaco, praias lindas de conceito internacional, aproveitando o slogan da campanha Federal " O Brasil conhece o Brasil"! Ops! Mas, o Rio ( de Janeiro) ainda é Brasil!
Você, inadvertidamente, poderá até dizer que ir à praia no inverno, sem chances! OH!!!!! Estamos em lua de mel!!!! Nada melhor do que o frio né?! Se bem que pra essas questões nunca há pretexto, a não ser a conviniência do momento. Sexo é esporte/amor é sorte - Rita Lee - que bom que é assim né?!
E, no início era o fim...
oi,
resolvi criar também um blog... Várias pessoas tem, meus amigos tem... Então eu vou ter também! Acho legal essa ideia de ficar aqui escrevendo sobre as nossas impressões, nossos desabafos. Ao menos nao preciso pagar ao analista!!!! Contudo, fico na expectativa do meu real leitor virtual. Fico imaginando quem... Nessa vida corrida, sem tempo , perderá seu precioso minuto lendo blog?
Não sei! Mas, resolvi escrever. Começo confessando minha dificuldade em escrever utilizando teclado e tela virtual. Sou analógica de profissão. Adoro papel e o cheiro da tinta da caneta... Escrever, pra mim, é sentir o percurso da caneta marcando a folha como o tatuador o faz na pele!
Sem isso, nao sinto... e não sentir incomoda.
Vou tentando... Me adaptar! Não vou me adaptar! diz a letra da canção...
No mínimo , o didoida vai me ajudar a entender o que não compreendo.
12 de julho de 2009
manhã ensolarada de inverno.
Assinar:
Postagens (Atom)